Família é alvo de operação após movimentar quase R$ 5 milhões do tráfico com venda de imóveis na Serra Gaúcha

Em 09/07/2024
por Gabriel Marchetto

Draco de Caxias do Sul prendeu dois homens, além de apreender imóveis e veículos, na Operação D2D

Cerca de 40 policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) efetuaram uma ofensiva, nesta terça-feira, 9, contra lavagem de dinheiro em Caxias do Sul. O alvo foi uma família que teria movimentado quase R$ 5 milhões do tráfico de drogas por meio da venda de imóveis. Dois homens foram presos. A chamada Operação D2D ocorreu após mais de dois anos de investigações.

Foram cumpridos sete mandados de busca, sendo um em Porto Alegre, um em Alvorada e cinco em Caxias do Sul, nos bairros São Pelegrino, Centro, Floresta, Fátima e Rio Branco. Ainda na ação, houve o confisco de quatro imóveis, sendo três localizados no município da Serra Gaúcha e um em Alvorada. Além disso, quatro veículos foram sequestrados e 62 contas bancárias, bloqueadas.

Segundo o titular da Draco em Caxias do Sul, delegado Luciano Righês Pereira, a ofensiva causou prejuízo superior a R$ 4 milhões ao grupo criminoso. Ele adiciona que os suspeitos utilizavam lucros da venda de drogas para adquirir casas na Serra e no Litoral gaúcho. A aquisição ocorria através de dinheiro em espécie, um método comum do crime organizado para dificultar lastro financeiro. O segundo passo era revender os imóveis por valores mais altos que os de mercado.

Depois, o bando utilizava o lucro da negociação na compra de mais drogas. O titular da Draco de Caxias do Sul acrescenta que os dois homens presos na Operação D2D atuavam como operadores financeiros e entregadores de entorpecentes para os líderes do esquema, mas não são parentes deles. Entretanto, três membros da família investigada permanecem presos desde o ano passado, sendo pai, mãe e genro. Outros dois suspeitos são a filha e o filho do casal, que respondem em liberdade.

O grupo criminoso é apontado como responsável por distribuir narcóticos em Caxias do Sul e no município de Ipê. Além de traficar cocaína a uma clientela selecionada, a investigação aponta que eles também vendiam crack e maconha a usuários de menor capacidade financeira.