Ataque a docente gera manifestação de professores e servidores em Caxias do Sul

Em 02/04/2025
por Luís Carlos Müller

Manifestação lotou o plenário da Câmara de Vereadores e seguiu para Secretaria de Educação

A rede municipal de ensino de Caxias do Sul viveu um dia de intensa mobilização nesta quarta-feira, 2, após o violento ataque sofrido por uma professora na Escola Municipal João de Zorzi, localizada no bairro Fátima Alto. Professores e servidores da educação realizaram protestos tanto na Câmara de Vereadores quanto em uma marcha até a Secretaria Municipal de Educação (Smed), no Centro da cidade, exigindo medidas urgentes para garantir a segurança nas escolas.

A sessão ordinária na Câmara de Vereadores foi marcada por um grande número de manifestantes. O ambiente se tornou tenso quando a secretária municipal de Educação, Marta Fattori, fez uso da palavra, sendo duramente criticada pelos presentes. O prefeito Adiló Didomenico também foi vaiado ao se pronunciar, quando defendeu o respeito nas salas de aula e sugeriu a redução da maioridade penal, atualmente fixada em 18 anos.

Após a sessão, os manifestantes seguiram em caminhada até a sede da Smed, na rua Borges de Medeiros, onde continuaram a pressionar por ações concretas que garantam a segurança dos educadores dentro das unidades escolares.

O ataque à professora ocorreu na tarde de terça-feira, 1º de abril, quando a docente de inglês foi agredida a facadas por alunos dentro de uma sala de aula do 7º ano, no primeiro período da tarde. A profissional segue internada em estado estável no Hospital Unimed. Em razão do ocorrido, as aulas foram suspensas em toda a rede municipal na quarta-feira.

Em relação aos suspeitos, três adolescentes foram apreendidos ainda na tarde de terça-feira. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Dpca), sob a coordenação da delegada Aline Martineli, está conduzindo as investigações. Uma adolescente de 13 anos, que não teria participação direta no ataque, foi ouvida e liberada. Já os outros dois suspeitos, de 14 e 15 anos, foram encaminhados ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). A Polícia Civil segue analisando as imagens das câmeras de segurança da escola, com indícios de que os próprios alunos possam ter desativado os equipamentos na tentativa de apagar as provas do crime.

A mobilização da comunidade escolar em Caxias do Sul reflete o crescente clamor por mais segurança no ambiente educacional e a busca por respostas rápidas diante da violência que atinge os profissionais da educação.